O esquiador Lucas Pinheiro Braathen concedeu entrevista coletiva na manhã deste sábado (7), na Casa Brasil, em Milão, um dia após atuar como porta-bandeira do país na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O atleta, que compartilhou a condução da bandeira com a esquiadora de cross country Bruna Moura, descreveu a experiência no Estádio San Siro como surreal e reforçou seu compromisso em buscar a primeira medalha olímpica de inverno da história do Brasil.
Durante o encontro, Braathen destacou que sua transição para defender as cores brasileiras representa um "segundo capítulo" em sua vida, marcado pela liberdade e pela autenticidade. O esquiador enfatizou que encara a pressão de representar mais de 200 milhões de brasileiros como um privilégio e uma ferramenta para elevar seu desempenho. Para ele, o esporte é uma forma de arte que exige honestidade para conectar-se com o público, independentemente de os espectadores serem ou não fãs de esportes de inverno.
Sobre os desafios técnicos, o atleta analisou a pista de Bormio, que tradicionalmente recebe provas de velocidade e agora abrigará as disciplinas técnicas. Braathen afirmou que a "arte" do local reside na capacidade do competidor em gerar sua própria velocidade e frequência, garantindo estar preparado para esse cenário. Após o compromisso oficial em Milão, o esquiador retorna à Áustria para finalizar sua preparação antes de reingressar na vila olímpica próximo às datas das competições. Braathen encerrou reforçando que já considera a presença brasileira nos Jogos uma vitória, mas que sua missão agora é focar na performance para consolidar a diferença que sua trajetória propõe ao cenário esportivo global.

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