A Mocidade Alegre, atual campeã do Carnaval paulistano, confirmou seu favoritismo na madrugada deste domingo ao apresentar o enredo “Malunga Lea: Rapsódia de uma deusa negra”. A agremiação do Limão promoveu uma viagem cronológica pela trajetória da atriz Léa Garcia, falecida em 2023, revisitando marcos fundamentais de sua carreira como o Teatro Experimental do Negro, o filme “Orfeu Negro” e a novela “Escrava Isaura”. Com uma plástica considerada impecável pela crítica especializada, a escola manteve o alto padrão de luxo em todas as alegorias, oferecendo um espetáculo visual detalhista que impactou tanto o público das arquibancadas quanto o dos camarotes do Anhembi.
A comissão de frente foi um dos pontos altos da exibição, trazendo a campeã do BBB 20, Thelma Assis, como destaque em uma fantasia dourada representando a própria homenageada. Ao seu lado, o também ex-BBB Fred Nicácio interpretou Abdias do Nascimento, figura central no início da vida artística de Léa. Além do rigor estético, a "Morada do Samba" investiu pesado em recursos tecnológicos para dinamizar o desfile, incluindo serpentes mecanizadas com movimentos orgânicos, globos giratórios, sistemas de jatos d'água e uma passarela móvel que destacava uma das musas da escola em meio às composições alegóricas.
Apesar da grandiosidade e da complexidade das alegorias, a Mocidade Alegre demonstrou um controle rigoroso de sua evolução na avenida. A escola cruzou a linha de chegada cravando exatamente 65 minutos, o limite máximo permitido pelo regulamento da Liga-SP, evitando penalidades que poderiam comprometer a busca pelo bicampeonato. A precisão técnica, aliada à emoção do tributo e à sofisticação dos materiais utilizados, posiciona a agremiação como um dos nomes mais fortes na disputa pelo título deste ano, gerando ampla repercussão positiva nas redes sociais e portais de notícias nas últimas horas.

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