A Prefeitura de Santo André iniciou uma força-tarefa para identificar e eliminar ligações clandestinas de esgoto no entorno do Parque Central. A operação, realizada em parceria entre o Departamento de Parques da Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos e o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), visa impedir que efluentes domésticos contaminem a rede de drenagem pluvial e, consequentemente, os lagos do maior pulmão verde da cidade.
O despejo de esgoto nas galerias de águas de chuva causa sérios danos ambientais. Além de comprometer a qualidade da água dos lagos do parque, a prática irregular gera desequilíbrio no ecossistema local, com riscos diretos à fauna aquática. O espaço, que conta com quase 400 mil metros quadrados de área, recebe diariamente milhares de visitantes e exige cuidados contínuos para manter sua preservação.
Até o momento, 15 vistorias foram concluídas em imóveis situados na Travessa Araraquarense e nas ruas Javaés e Visconde de Mauá. O levantamento técnico identificou que seis ligações estavam regulares, enquanto outros seis imóveis dependem de nova análise ou manutenção da Sabesp. Em um dos casos confirmados de irregularidade, o proprietário foi autuado e notificado a realizar as adequações necessárias dentro dos padrões legais. Duas vistorias foram dedicadas exclusivamente ao mapeamento da rede.
O diretor de Parques, Fellipe Melito, destacou que a preservação do Parque Central é uma responsabilidade compartilhada. Segundo ele, é essencial que a população compreenda que ligações inadequadas realizadas por particulares são uma das principais causas de impactos ambientais no local, como a mortalidade da fauna. Melito ressaltou que o poder público atua de forma rigorosa na fiscalização, orientação e nas medidas preventivas para proteger o patrimônio ambiental da cidade.
A ação conjunta seguirá nas próximas semanas com novos levantamentos técnicos e notificações. O objetivo central é garantir o cumprimento da legislação vigente e assegurar que todas as ligações sanitárias sejam direcionadas corretamente para a rede de tratamento de esgoto, evitando a degradação ambiental do parque.

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